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38 Julho 2024 | AutoData POLÍTICA INDUSTRIAL » PESQUISA & DESENVOLVIMENTO sensores, foi desenvolvida uma estratégia para calibrar esse sistema por meio de simulação, o que levou à economia de tempo no desenvolvimento do motor, redução de custos e de energia. Já a parceria entre ELO, eiON, Bianchini e Instituto Senai resultou na bateria de chumbo-carbono avançada para veículos elétricos de uso urbano. A adição de componentes internos de carbono nanoestruturado melhora a durabilidade e os processos de recarga. As aplicações devem começar nos próximos meses em carros de golfe e em plataformas elevatórias, por exemplo. O protótipo é feito com tecnologia 100% brasileira. Em outra proposta disruptiva, uma folha de alumínio para aplicação em baterias de íons-lítio desenvolvida por CBA, WEG e Instituto Senai promete mudar o atual cenário nacional automotivo. Atualmente as células dessas baterias são todas importadas e este componente pode acelerar a nacionalização. Com os resultados positivos na primeira fase do projeto, testes de validação em escalas maiores buscam aumentar a maturidade do produto. O Senai também participa de um dos principais projetos da indústria automotiva nacional: os automóveis leves híbridos, a gasolina e flex. Junto com Embrapii, Moura, Stellantis, Horse [fabricante de motores do Grupo Renault], Iochpe Maxion e Volkswagen, e as startups Voltbras Eletropostos e Hit Tecnologia, já foi construído um protótipo nacional de bateria de lítio de baixa tensão para uso neste tipo de veículo. O projeto também inclui a montagem da primeira linha de produção nacional de baterias de lítio e o desenvolvimento de uma plataforma que, por meio de inteligência artificial, monitora e gerencia as baterias para um desempenho mais seguro e eficiente. PERSPECTIVAS COM O MOVER Francisco Tripodi, da Pieracciani, avalia que com o Mover podem ser criados novos programas prioritários, pois mais empresas estão inscritas no programa do que ocorreu com o Rota 2030: “Devem ser mantidas as quatro gestoras mas os programas mudam porque as necessidades de 2018 não são as mesmas de 2024. Os problemas que tivemos durante os projetos realizados até agora também precisam ser corrigidos. No fim das contas a indústria é o cliente das gestoras que recebem os recursos. Se este cliente não apresentar bons programas, mais modernos, talvez não sejam aprovados”. O consultor aponta que o FNDIT agora vai centralizar esses recursos, que só depois serão distribuídos para as instituições: “Talvez isso seja para evitar que as próprias montadoras indiquem para qual instituição querem destinar, como estava acontecendo até agora”. Com o fundo centralizado as gestoras terão menos autonomia e deverão passar por auditoria: “Pode ocorrer uma multa por diferença de recurso não utilizado. Isso precisa ser definido até outubro, quando acaba o contrato das gestoras do Rota e inicia a gestão do Mover”. Tripodi cobra também uma atuação mais propositiva diante de um volume de recursos muito expressivo: “Toda vez que vemos obrigação de depositar o dinheiro, não enxergamos a conexão desse volume que foi depositado em prol da companhia. É uma luta. Falta dinheiro na engenharia, mas sobra dinheiro nos gestores”. Divulgação/Fundep

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