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20 Novembro 2023 | AutoData EVENTO AUTODATA » BRASIL ELÉTRICO + ESG A startup Hytron é responsável pela operação da unidade de produção, que está em fase de construção e deverá ficar pronta nos próximos dois meses, de acordo com Meneghini. Para transformar o etanol em hidrogênio a empresa desenvolveu no Brasil um reformador a vapor de etanol, que por meio de processo químico extrai hidrogênio do etanol. A capacidade inicial de produção será de 5 quilos do gás por dia. O projeto, ainda em fase de testes, tem a intenção de produzir o hidrogênio no ponto de final de abastecimento, usando a rede de transporte do etanol já estabelecida no Brasil, que distribui a matéria-prima necessária. Outra vantagem citada por Meneghini é que o nível de emissão de CO2 no ciclo todo de produção do hidrogênio a partir do etanol pode ser até negativo caso as máquinas usadas no plantio e na colheita abandonem o diesel e utilizem algum biocombustível. INFRAESTRUTURA PREOCUPA No transporte urbano de passageiros a eletrificação, puxada pela decisão da Capital paulista de proibir compras de novos ônibus a diesel em sua frota, tornou-se realidade. A preocupação dos fabricantes, como Mercedes-Benz e Eletra, que participaram do seminário, é com a infraestrutura de carregamento. “Vejo grande ponto de atenção nessa questão porque boa parte do País possui rede elétrica de baixa e média tensão instalada nas ruas, de 13,8 mil a 37 mil volts”, disse Walter Barbosa, diretor de vendas de ônibus da Mercedes-Benz. “É o que atende residências e empresas e suporta até cinquenta veículos na garagem. Quarenta, dependendo do porte do carro.” Segundo Barbosa serão necessários investimentos bem mais altos, e que não estavam nas contas, para criar subestações e gerar voltagens maiores para atender os mais de cinquenta ônibus de uma só frota, número normal para uma empresa de São Paulo. Silvestre Cavalcante, gerente comercial da Eletra, concordou e completou lembrando que o problema nem é o aporte em si mas o período de tempo em que a Prefeitura pretende colocar os ônibus na rua: “As autoridades, em geral, querem os ônibus elétricos em uma velocidade muito rápida e focam sua preocupação no material rodante. Só que o processo da infraestrutura é mais lento do que a construção do ônibus. Se eu pudesse dar um conselho é: comecem pela infraestrutura, trabalhem por ela”. [Com reportagem de André Barros, Caio Bednarski e Soraia Abreu Pedrozo]

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